Parece infantil e talvez seja mesmo, por horas penso
que evolução não está no caminho da maturidade e sim na leveza de uma criança,
na desimportância real dada a assuntos passados. No esquecimento, no desapego e
no sono. Estou sofrendo de uma felicidade consciente, com noção de causa e
conseqüência; conquistada com algum custo, seguidas reflexões e profundas
elaborações. Estou tomada por um prazer calmo, livre de euforia e
precipitações. Para ser sincera, todo esse bem não provém de nenhum
ganho de fato, na verdade é tudo fruto de seguidas perdas. Do abandono de
idéias, conceitos, regras, sonhos e sentimentos. É um completo desapego, até da
idéia que tenho sobre mim mesma, até da ideia do que pensei ser um dia, acabou,
quebrei as minhas regras, fugi dos meus aspectos, me livrei dos meus medos.
Agora, sinto a liberdade como uma permissão à felicidade, como um ato de
descompromisso as cobranças sociais, pessoais e sentimentais. Poucas coisas são
mais agradáveis do que conhecer alguém e poder ser quem você é. Agradar,
desagradar, conquistar, irritar...Ah! Irritar, o adoro fazer, piadas idiotas,
misturadas com humor ácido, gosto disso nele ... Pois o que
importa é abandonar o conceito de parecer ser qualquer coisa que
seja e não ser você mesmo. Não falar seu nome, não comentar sobre trabalho,
religião, nem gostos nem nada...Liberdade! Hoje não quero ser ninguém mais do
que essa pouca coisa que estão vendo. Não tenho passado, nem futuro. Eu não sou
ninguém! Nenhum brilho se perdeu no caminho, sinto-me tão leve quanto alguém
que ama independente do retorno. Sinto-me como um bicho dócil, com algum sono e
muita calma. Estou de bem com todas as partes do meu interior. Meu coração está
calmo e apesar de algum amor presente estar em conflito isso é coisa pouca, tão
pequena que mesmo a considerando, sinto-me em paz. Numa profunda paz.
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
domingo, 16 de setembro de 2012
Adeus ..
E no meio dessa confusão alguém partiu sem se despedir; foi triste. Se houvesse uma despedida talvez fosse mais triste, talvez tenha sido melhor assim, uma separação como às vezes acontece em um baile de carnaval — uma pessoa se perde da outra, procura-a por um instante e depois adere a qualquer cordão. É melhor para os amantes pensar que a última vez que se encontraram se amaram muito — depois apenas aconteceu que não se encontraram mais. Eles não se despediram, a vida é que os despediu, cada um para seu lado — sem glória nem humilhação. Creio que será permitido guardar uma leve tristeza, e também uma lembrança boa; que não será proibido confessar que às vezes se tem saudades; nem será odioso dizer que a separação ao mesmo tempo nos traz um inexplicável sentimento de alívio, e de sossego; e um indefinível remorso; e um recôndito despeito.E que houve momentos perfeitos que passaram, mas não se perderam, porque ficaram em nossa vida; que a lembrança deles nos faz sentir maior a nossa solidão; mas que essa solidão ficou menos infeliz: que importa que uma estrela já esteja morta se ela ainda brilha no fundo de nossa noite e de nosso confuso sonho? Talvez não mereçamos imaginar que haverá outros verões; se eles vierem, nós os receberemos obedientes como as cigarras e as paineiras — com flores e cantos. O inverno — te lembras — nos maltratou; não havia flores, não havia mar, e fomos sacudidos de um lado para outro como dois bonecos na mão de um titeriteiro inábil. Ah, talvez valesse a pena dizer que houve um telefonema que não pôde haver; entretanto, é possível que não adiantasse nada. Para que explicações? Esqueçamos as pequenas coisas mortificantes; o silêncio torna tudo menos penoso; lembremos apenas as coisas douradas e digamos apenas a pequena palavra: adeus. A pequena palavra que se alonga como um canto de cigarra perdido numa tarde de domingo.
-Rubem Braga -Extraído do livro "A Traição das Elegantes".
-Rubem Braga -Extraído do livro "A Traição das Elegantes".
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Silence ..
E eu continuo não encontrando nada. Só desespero, dúvidas, depressão, crises, noites em tormenta, solidão. A cabeça grita, quase explodindo, é muita imaginação, coisa inventada, que não me deixa em paz. Nada de fato acontece, não na realidade, mas acontece, na minha cabeça. Loucuras criadas por mim, torturas. Nada enfim dá certo. Eu me atrapalho. Me envolvo. Me desespero. Para logo me afastar, fugir, abandonar. Pois o vazio não preenche, no início é um leve sopro de luxúria, com os corpos entrelaçados, se encaixando, ocorrendo tudo bem. Porém depois, nada. Somente a solidão e o vazio. Nada de paixão, muito menos amor. Murmúrios de prazer, o resto é silêncio.
Por Thamara Venâncio.
Por Thamara Venâncio.
terça-feira, 24 de julho de 2012
Única ..
Vivemos tanta coisa ao longo dos dias, que vai passando e vamos nos esquecendo de botar essas vivências entre linhas, sabe, contar um pouquinho como foi, apenas na esperança de que alguém veja um dia e talvez ajude em algo, sei lá em quê, mas esperamos que sirva de alguma coisa, de aprendizado talvez. Queria ser aquela pessoa que saiba descrever minuciosamente os acontecimentos do dia-a-dia, detalhar cada minuto/segundo vivido, descrevendo coisas que no momento parecem ser tão significativos sabe, aqueles gestos, olhares, toques. Parece tão importante no momento, que o que chega a ser importante nunca descrevo, deixo passar. Tanta coisa passa, que parece nada ficar, mas no fundo sei que fica, em algum lugar da memória ela está, a lembrança. Os sabores, as carícias, os cheiros, eles ficam em algum lugar do sentido, esperando serem ativados, para dar vida àquele momento, que um dia fora único. Mesmo que nem todos se lembrem dele, em alguém lá ele está.
-Por Thamara Venâncio
-Por Thamara Venâncio
terça-feira, 10 de julho de 2012
Blessed ..
Ela disse que se sentia abençoada, e que era o bastante nesta vida se sentir abençoada de vez em quando. Ele beijou sua cabeça. Ela virou o rosto dele para ela e disse: "Leia para eu dormir."
Sem saber se ela lutou ou não contra o sono, adormeceu. Havia um poema no livro, que dizia: "Você está muitos anos atrasado, como estou feliz em vê-lo."
Ele leu para ela repetidamente, enquanto dormia, pensando: "Mais do que qualquer coisa eu quero te ver feliz garota, retire um glorioso pedaço do mundo inteiro. Protegerei você."
A coisa sobre o amor é que nos tornamos vivos em corpos que não são nossos. Entramos em um novo território. Esperamos nunca mais sair. Esperamos que ele não nos deixe.
Sem saber se ela lutou ou não contra o sono, adormeceu. Havia um poema no livro, que dizia: "Você está muitos anos atrasado, como estou feliz em vê-lo."
Ele leu para ela repetidamente, enquanto dormia, pensando: "Mais do que qualquer coisa eu quero te ver feliz garota, retire um glorioso pedaço do mundo inteiro. Protegerei você."
A coisa sobre o amor é que nos tornamos vivos em corpos que não são nossos. Entramos em um novo território. Esperamos nunca mais sair. Esperamos que ele não nos deixe.
"Você está muitos anos atrasado, como estou feliz em vê-lo." -Ela disse.
terça-feira, 26 de junho de 2012
Não é nada, é bobagem ..
Bobagem, é tudo bobagem, penso eu. Tenho até vontade de ser na vida aquilo tudo que sonhei calada na minha, sem pronunciar. Vem aquela ânsia de juntar todos os caquinhos nos quais já me despedacei, porém não sei se valeria a pena juntar. É bobagem. Sinto até falta das faltas que me faziam sofrer, por saudade de sentir algo novamente, e fugir um pouco desse 'nada'. Sinto saudade do que vivi, sem saber ao certo se era mesmo bom, ou se, em outros casos, era mesmo tão dolorido. Queria saber se sou capaz de sentir novamente, o que sentia antes. Encontrar em outros eu mesma, pra ver se me acho, escondida, em alguém que passou e levou, esquecendo de me trazer de volta. Eu me perdi e perdi tantos outros, que não me encontro mais, nem em mim, nem em nada. Eu me cansei do nada, do vazio, da falta de sentimentos que me faziam sofrer, mas que mesmo assim me faziam sentir que estava viva.
Por Thamara Venâncio
Por Thamara Venâncio
sábado, 26 de maio de 2012
Lembranças ..
Esperando o dia em que o romantismo esteja em alta novamente. Pensando, pensando, pensando. Parece que foi até em outra vida que aconteceu tais coisas. Tenho milhões de motivos para não pensar no assunto, mas depois de tanto tempo passado nem me faz mal, por mais que não tenha tido um final feliz, eu olho, penso, e vejo que eu tinha que passar por aquilo, tinha que viver, perder, aceitar. Pois se nada disto estivesse acontecido, eu poderia me contradizer na primeira frase, e dizer, que o romantismo nunca esteve em alta, e contra diria indignada, mas não, eu presenciei, e gostei, e fui amada, e amei, como se fosse a última coisa boa que faria na minha vida. Eu aprendi tanto, mas tanto, que guardo em mim só os momentos bons, as lembranças, que o tempo insistirá em apagar um dia, que a velhice insistirá em apagar um dia. Uma doença.
Por Thamara Venâncio
Por Thamara Venâncio
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Promessas ..
E toda vez ela
promete que vai ser diferente, mas nunca é. A chance passa, é perdida de vista,
e só fica a amargura e o ressentimento. Não tentar nunca, é a única coisa que
sabe fazer, se não tiver motivos o suficiente ela inventa. Taí uma ótima coisa
que sabe fazer: Inventar. A arte de criar um mundo que ninguém é capaz de
entrar, com medo de se machucar, mas mal sabe é que esse medo machuca muito mais
que outras coisas. Pobre inocente, tenho pena dela. É tarde demais pra dizer
que sente muito. E dizer sempre pra si mesma não vai adiantar em muita coisa.
Por Thamara Venâncio.
Por Thamara Venâncio.
sábado, 21 de abril de 2012
domingo, 15 de abril de 2012
Is this It?
Se isso for tudo, então a única coisa que me vêm a cabeça para fazer é me despedir, não espere, não chegaria a ser nem uma despedida, não chegaria a tanto, apenas sairia à francesa como sempre fiz, de fininho, sem você mesmo perceber que um dia estive aí. Não vai chegar nem a doer prometo, é tudo psicológico, nada dói afinal, é tudo coisa da cabeça de cada um, pois quando digo que dói, não dói, nada do corpo, nada físico, chega a ser uma dor imaginária, mas que digo que dói mais que cortar a própria pele. Desculpe, dei meu máximo, não posso oferecer mais do que disponho, se você ao menos tivesse feito a tua parte, mas não, nunca ninguém faz, você não fez, e me culpo por me doar demais, talvez os erros sejam todos meus, que ser humano hoje em dia se dá tanto? Penso que os seres humanos não sejam mais tão humanos assim, já chegam a agir ciberneticamente, como se fossem robôs. Mas esse nem é o ponto, pode-se ver que estou tentando, escrever sem reticências, porque ainda espero que você seja uma, no fundo não quero pôr um ponto final ...
Por Thamara Venâncio
Por Thamara Venâncio
sábado, 14 de abril de 2012
Shadow ..
Pensando na vida, você percebe o quanto ela é incontrolável. Basta olhar pra vastidão dos céus e perceber que dela nada sabemos, é tudo infinito, e não sabemos onde vai parar, nem sequer onde tudo começou. Se é aqui mesmo onde estamos, ou outro lugar desconhecido, se a criação foi realmente proposital, ou se partiu apenas do nada com a matéria propícia. Não temos nada mais além das dúvidas, tudo o que temos são teorias do que poderiam ser, mas ninguém nunca consegue provar nem desprovar, e acaba não sendo. Eras se passam, e nem sequer sabemos de verdade se elas existiram, apenas hipóteses. Está tudo além da verdade. O que nos resta é a imaginação, essa que criou tudo o que acreditamos hoje, mas que não passa além disso. A única coisa que tenho certeza é que tudo é incontrolável. Por exemplo, se a nuvem está cheia, o que a fará impedir que a transborde e chova? A resposta é nada. Nada impede de transbordar o que está cheio demais. Assim como lágrimas, uma hora ou outra ela cai. Está tudo além do nosso controle. Não há como controlar a alegria o tempo todo, podemos ter mil razões para sorrir, e mesmo assim estarmos tristes. Afinal, não sei qual o propósito de tudo, e é bem provável que eu nunca saiba um dia, mas seria um erro tentar descobrir? Pergunta sem respostas é o que mais temos. Tentar preencher lacunas com coisas incertas parece tolice, mas pode ser o que muitos procuram. Não adianta tentar mudar, tentar controlar, o controle não existe, é apenas um termo de privação, que às vezes se colocam em prática, e que muitos depois descobrem que não funciona. Pois como disse, se algo estiver cheio ele transborda, não se tem controle sobre isso, e mais muitas outras coisas no mundo, somos seres guiados pelas sensações. Na verdade, não se tem controle de nada, parece tudo predestinado mesmo. O destino parece ser tudo o que temos. E pra muitos não basta. Para mim já não basta mais. Vivo na penumbra, na sombra. Ou talvez todos nós vivemos, sem exceções.
-Por Thamara Venâncio
-Por Thamara Venâncio
terça-feira, 10 de abril de 2012
terça-feira, 27 de março de 2012
Acordem para que eu durma ..
Mas quantas vezes a insônia é um dom? Acordar no meio da noite e ter essa coisa amigável que já faz parte de ti: solidão.
Somente os ruídos da natureza, o cantar dos passarinhos.
Todos ainda dormem, preparo meu café e tomo com gosto, toda sozinha no meu mundo.
Ninguém me interrompe o nada. É um nada tão vazio e rico.
Um nada que só encontra dentro de mim, e ninguém mais tem.
O celular fora de área, nenhuma interrupção.
Fecho os olhos para memorizar esse momento.
Depois vai amanhecendo.
Vou até a janela e talvez eu seja a única a ver a lua se pondo e o sol nascendo, todos acordando, e eu ainda indo dormir, confortavelmente na minha cama, sozinha.
E me sinto feliz por nada, por tudo, por todos!
-Por Thamara Venâncio.
Somente os ruídos da natureza, o cantar dos passarinhos.
Todos ainda dormem, preparo meu café e tomo com gosto, toda sozinha no meu mundo.
Ninguém me interrompe o nada. É um nada tão vazio e rico.
Um nada que só encontra dentro de mim, e ninguém mais tem.
O celular fora de área, nenhuma interrupção.
Fecho os olhos para memorizar esse momento.
Depois vai amanhecendo.
Vou até a janela e talvez eu seja a única a ver a lua se pondo e o sol nascendo, todos acordando, e eu ainda indo dormir, confortavelmente na minha cama, sozinha.
E me sinto feliz por nada, por tudo, por todos!
-Por Thamara Venâncio.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Agradecimentos ..
A felicidade transmuta rapidamente, mas a fase é de bons fluídos, e o que eu sinto de tristeza não tem nada a ver com os acontecimentos, é algo que está preso aqui dentro, como um choro que segurei durante muito tempo, e que agora parece querer desaguar. Tenho tanto a agradecer, que não quero mais perder meu tempo reclamando de coisas que sinto e não sei o que são. Eu quero mais é abrir a janela do carro e deixar que o vento sopre e que leve todas as energias negativas que persistem em ficar. Quero manter todos que gosto perto de mim, sem fingir que não me importo. Queria poder dizer a cada um deles qual foi a importância que cada um teve ao me ajudar a construir o que sou hoje, e que eu não teria chegado até aqui sem os problemas que me acarretaram, pois foi assim que me fiz mais forte, e me preparei para o mundo lá fora, podendo dizer hoje que estou pronta, que sou uma guerreira e que nada mais vai me abalar. Estou ainda em construção, mas minha estrutura é forte o bastante para dar mais um grandioso passo. Que os anjos me protejam e os Deuses me guiem nessa minha jornada, que espero durar tempo suficiente para chamá-la de eterna.
Por Thamara Venâncio.
Por Thamara Venâncio.
domingo, 18 de dezembro de 2011
She's lost control ..
Equilíbrio. Acordo pensando nesta palavra. Equilíbrio ao andar, equilíbrio ao subir o ônibus, equilíbrio ao atravessar a ponte, equilíbrio, equilíbrio, equilíbrio. Passar todos os dias da semana num trabalho que você não vê futuro, gastar seu tempo em nada que te acrescenta, só diminui. Largar o cigarro porque não te faz bem. Parar de beber pra não se descontrolar, em busca do equilíbrio. Deixar as noitadas de farra por causa do cansaço, porque senão não conseguiria trabalhar bem no dia seguinte. Tudo em busca da merda do equilíbrio na vida. Se tu faz isso, não consegue fazer aquilo, e se não consegue fazer aquilo tem de parar de fazer isso. A sociedade engana, mente, e julga que o certo é fazer o que dizem. Mas a verdade é que não me sinto nada bem com essa filosofia normal de vida.
Que me dêem cigarros, bebidas, drogas, para viver uma felicidade sozinha, que é só minha, mas que mesmo assim é felicidade, pois eu sinto, e se ninguém mais sente é porque não entende, e se não entende que vá embora. Pra quê viver rodeada de pessoas se no fundo eu me sinto tristemente só? Falsidade e encenação não combina comigo. Que se foda o equilíbrio. Só queria comer a presença daquilo que sinto falta, é pedir muito? Mas às vezes o que peço parece ser impossível. E perco o controle. E fumo demais. E bebo excessivamente. Grito. Choro. Porque dói. Eu sei que dói.
Por Thamara Venâncio.
Que me dêem cigarros, bebidas, drogas, para viver uma felicidade sozinha, que é só minha, mas que mesmo assim é felicidade, pois eu sinto, e se ninguém mais sente é porque não entende, e se não entende que vá embora. Pra quê viver rodeada de pessoas se no fundo eu me sinto tristemente só? Falsidade e encenação não combina comigo. Que se foda o equilíbrio. Só queria comer a presença daquilo que sinto falta, é pedir muito? Mas às vezes o que peço parece ser impossível. E perco o controle. E fumo demais. E bebo excessivamente. Grito. Choro. Porque dói. Eu sei que dói.
Por Thamara Venâncio.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Tristemente triste e só ..
Hoje eu só queria sentar aqui, e escrever nesse diário que não teria se me sentisse tão só, queria escrever que hoje estou triste, e tenho medo de amanhã acordar triste, porque já não me lembro há quanto tempo estou triste, talvez anos?
Anos, tristemente só.
E o mais triste era saber que a solidão é uma escolha, e que eu escolhi ser assim tão só apenas por medo de tentar de novo, porque dói quando não dá certo, e eu tenho tanto medo de me ver destroçada novamente, e me enfiar de novo no vazio da solidão mais uma vez, com um furo a mais no peito, sabendo que talvez seja predestinada a ser assim mesmo tão só.
Mas o que mais dói não é a certeza, o furo no peito, e sim as lembranças, de algo que começa bonito, clarinho, bem limpinho, mas termina feio, escuro e sujo.
As lembranças que deixam um vazio no peito, parecendo que tudo não passara de ilusão, pequena encenação de marionetes num teatro, totalmente desprovidas de sentimentos.
Eu não sei o que pensar, até isso parece doer. A cabeça martela tentando encontrar uma saída, uma resposta, mas ela não há.
Sou forte, mas não lido bem com perdas, e nunca vou lidar, e por medo de perder eu procuro não me envolver, mas chegará o dia que não terei nada a perder e é nesse exato momento que prevejo as coisas ficarem pretas.
Tá vazio? Tá.
Tá doendo? Tá.
Mas ficaria pior se acontecesse de novo.
E eu luto para que isso não se repita.
As lágrimas são minhas, e sou eu quem decido se elas rolarão ou não.
Nenhuma alma tem o dom de saber o que a outra já passou nessa vida ou em outras, por mais que se conheçam.
Por isso não julgue, não difame.
Eu escrevo para tentar tirar o peso, poderia até começar aqui com um 'querido diário' à moda antiga para soar mais bonitinho e puro, mas não há nada de bonito nisso, parece mais uma maldição de ter que desabafar em algo, qualquer pedaço de papel com uma porcaria de lápis qualquer, apenas pra desabafar, mesmo que ninguém veja, mesmo que você não veja. Pois somos tão jovens, e já desaprendemos a amar tão cedo. Porque o que parece ficar na verdade são só os maus momentos, os bons viraram fantasias, e estão nas histórias que contam para crianças dormir.
Por Thamara Venâncio.
Anos, tristemente só.
E o mais triste era saber que a solidão é uma escolha, e que eu escolhi ser assim tão só apenas por medo de tentar de novo, porque dói quando não dá certo, e eu tenho tanto medo de me ver destroçada novamente, e me enfiar de novo no vazio da solidão mais uma vez, com um furo a mais no peito, sabendo que talvez seja predestinada a ser assim mesmo tão só.
Mas o que mais dói não é a certeza, o furo no peito, e sim as lembranças, de algo que começa bonito, clarinho, bem limpinho, mas termina feio, escuro e sujo.
As lembranças que deixam um vazio no peito, parecendo que tudo não passara de ilusão, pequena encenação de marionetes num teatro, totalmente desprovidas de sentimentos.
Eu não sei o que pensar, até isso parece doer. A cabeça martela tentando encontrar uma saída, uma resposta, mas ela não há.
Sou forte, mas não lido bem com perdas, e nunca vou lidar, e por medo de perder eu procuro não me envolver, mas chegará o dia que não terei nada a perder e é nesse exato momento que prevejo as coisas ficarem pretas.
Tá vazio? Tá.
Tá doendo? Tá.
Mas ficaria pior se acontecesse de novo.
E eu luto para que isso não se repita.
As lágrimas são minhas, e sou eu quem decido se elas rolarão ou não.
Nenhuma alma tem o dom de saber o que a outra já passou nessa vida ou em outras, por mais que se conheçam.
Por isso não julgue, não difame.
Eu escrevo para tentar tirar o peso, poderia até começar aqui com um 'querido diário' à moda antiga para soar mais bonitinho e puro, mas não há nada de bonito nisso, parece mais uma maldição de ter que desabafar em algo, qualquer pedaço de papel com uma porcaria de lápis qualquer, apenas pra desabafar, mesmo que ninguém veja, mesmo que você não veja. Pois somos tão jovens, e já desaprendemos a amar tão cedo. Porque o que parece ficar na verdade são só os maus momentos, os bons viraram fantasias, e estão nas histórias que contam para crianças dormir.
Por Thamara Venâncio.
domingo, 4 de dezembro de 2011
O encanto da conquista ..
Gritarias, escândalos, brigas, disputas, competições. Esta última sempre foi e sempre será a coisa mais ridícula diante meus olhos. Sempre quando me vejo no meio de uma dessas me retiro, não quero ter a sensível e relutante sensação de que fui apenas mais uma delas, e tampouco participaria de uma, jogaria baixo, passaria cartas debaixo da mesa pra ganhar uma. Competição, será que nunca entenderão que só se consegue ter ao lado aquilo que cativas? Não adianta correr atrás, fingir ser o que não é, tentar agradar de várias formas, quando se perde algo é melhor tirar o time de campo, porque já era, bau bau, escafedeu-se, foi-se embora, perdeu pra outra, e não adianta pintar a cara, se encher de brilhos falsos, meter aquela roupa curta no corpo só pra tentar ficar mais bonita, porque não adianta, se o que ele sente pela outra que conheceu a dois dias é mais forte do que nem chegou a sentir por você em meses, como entrar nessa competição? Pessoas não estão nessa linha de disputa, ou você as cativas ou não, se você o ama e ele não, fazer o quê? Bater o pé, espernear, choramingar nessas horas não adianta. Tente amenizar a dor sendo amigo. É idiota quem acredita na velha e chata história de que ex ficantes apaixonados não podem ser amigos, coisa chata cheia de blá blá blás, chega uma hora que tem de crescer a mente, mostrar mais desenvoltura com os pensamentos, isso aí na sua cabeça não é só massa não, é feita pra pensar e usar pra se aplicar na vida real, é lindo ter um mundo cheio de fantasias imaginado só por você, mas e daí? Vai ficar nisso pro resto da sua vida garota? Tu não cansas de se sentir vazia o tempo todo? Faça do seu mundo real, use de seus aplicativos para conquistar, antes que apareça outra que tome o seu lugar, mostre que você tem valor e merece ser no mínimo respeitada, façam que te enxerguem, tire essa capa de invisibilidade que tu criaste, e conquiste. Pois sim, há uma grande diferença entre competir e conquistar. Pois aquilo que conquistas não se vai, tu se tornas eternamente responsável. Tenha o prazer de poder proferir estas palavras: Eu conquistei/Cativei. E sinta o encanto de tais.
(Usando da filosofia de Antoine de Saint-Exupéry)
Por Thamara Venâncio.
(Usando da filosofia de Antoine de Saint-Exupéry)
Por Thamara Venâncio.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
A Iniciação ..
Há dias que parecem estar tudo de cabeça para baixo. Os maus olhares, as intrigas, a inveja, faz com que creias que todos os seus sonhos são uma verdadeira farsa. Daí tu perde o brilho, as esperanças, a fé, e se desespera achando que não vai conseguir, e ao pensar nisso esta dando um passo para trás e atraindo forças negativas para sua alma, fazendo com que não consigas realizar aquilo que deseja. É assim que funciona a maldição das más línguas. Tu tens que saber que nasceu predestinado, e enquanto não cumprir sua missão cairá em desespero, tens que lutar, vencer, ser guerreiro, pois a vida não é fácil, e os obstáculos que temos que enfrentar diariamente que nos julgará se somos fortes o suficiente para ter a dádiva de ser completo, de ser cheio de magia. Busque em si sua essência, siga o fio da vida pra abranger os caminhos certos e não se deixe levar por forças obscuras, negras. Use seu intelecto e observe que pessoas que se deixaram levar por este lado não conseguiram o que queriam e tampouco tiveram um final feliz. O universo é misterioso, nem sempre temos as respostas para o que procuramos, mas podemos procurar por elas e tentar responder o máximo que pudermos, e deixar para aqueles que buscam nosso mesmo caminho, o da luz. E foi o que os grandes Gênios da Humanidade andaram fazendo, buscaram respostas para suas perguntas, e deixaram um grande acervo delas na História de nosso planeta. Perder tempo com futilidades é bobagem, há tanto a ser descoberto, tanto a ser desvendado. Se não encontro minha alma gêmea e tampouco consigo me encaixar nesse mundo, porque perder tempo procurando/tentando? Sendo assim, a partir deste momento me deixo consumir pelo aquilo que mais amo, me entrego totalmente ao poder da magia. Que as forças iluminadas deste lugar me guiem para encontrar o que procuro, e peço que os anjos me protejam nessa minha infinita jornada, vida após vida. Para todo o sempre.
Por Thamara Venâncio.
Por Thamara Venâncio.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Transbordando ..
"Eu pensei em dizer a ele que esvaziasse sua xícara e me deixasse entornar, gota a gota, o meu chá. Uma pena ele ter se esquecido de limpar o fundo, no qual sem querer li a borra que ficara. Eu acabei me misturando, mesmo com aquela porção de outros sabores que já estavam ali. Eu pensei então que queria que fosse recipiente limpo, vazio... mas eu já o tinha aceitado impregnado de essências... Talvez seja só saudade, nostalgia... vontade de voltar, jamais, eu apenas queria te beber mais um pouco, ler a sua mão, adivinhar teus pensamentos e provar o teu gosto só mais uma vez. Não por orgulho, você sabe... e sim porque aquelas músicas nunca mais me fizeram sentir. Era só uma porção de matéria em órbita e que vez em quando escondia minha lua... mas nunca tinha sido um sol, talvez um começo disso... quem sabe uma explosão-quase-estrela? Tanto faz. Só quero te ter em mais uma noite de lua cheia, com a chuva escorrendo lenta pela janela, pra te mostrar que o que ficou em mim não tem semelhanças com dor, mágoa, tampouco amor e desencanto, talvez seja paz, e uma sede insaciável de te possuir, uma última vez. Isso é mais que uma promessa, pode chamá-la de profecia."
Café por Lizandra Lima e uma colherinha de açúcar por Thamara Venâncio.
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