terça-feira, 22 de outubro de 2013

Se pudesses ver sua aura sentiria as sensações variadas que sinto quando a vejo. As cores que a rodeiam parecem dançar ao som da mais linda melodia, num compasso que me envolve de todas as formas possíveis. De cores fortes, mas também há a falta delas, quando se entra em estado de paz. Mas não é só calmaria de que ela vive, o negro a rodeia de tempos em tempos, delineando o seu mistério, que me entrelaça cada vez mais. Aura àquela de que já passou por muita coisa, mas que mesmo assim não se deixou abalar, fortalecendo-a. Há quem não acredite nessas sensações que digo quando a vejo, uma mistura de amor doce, confiança e respeito. Tudo nela está ali por algum motivo, envolto de algum mistério ou mágica, sei lá. Inúmeros aspectos que percebo nela me fazem querer ficar observando-a por horas, às vezes até me perco imaginando todo um envolvimento, e quando percebo estava somente na minha cabeça, porém acontece de forma tão clara e singular que me arranca suspiros como se houvesse acontecido de verdade. Ah! Aquela menina... Doce e meiga, mas ao mesmo tempo esperta e corajosa. De alta sensibilidade para com a natureza, porém altamente racional para com aqueles de sua espécie. Sabe que nesse mundo, que percebeu estar de cabeça para baixo, não se deve depositar confiança de imediato sem antes conhecer bem o carácter e a índole de cada um que se aproxime, tem um quê de manter os outros à distância, preferindo em muitos casos somente a presença de livros. Muito esperta de sua parte, mas nem sempre fora assim, o aprendizado veio com experiências fortes de desencantos daqueles que amava e julgava receber tal amor em troca. Em sua aura posso ver as cicatrizes deixadas por tais enganos de uma alma que um dia fora limpinha, clarinha. E agora é um turbilhão de emoções fortes que eu me deparo e vibro ao reparar, me contendo em ir logo curar suas cicatrizes, fonte de amargura e tristezas, que tocam profundamente o meu ser...


-Por Thamara Venâncio.

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